| Biotins Energia inaugura sua indústria de biodiesel
A Companhia Produtora de Biodiesel do Tocantins – Biotins Energia, inaugura sua indústria de biodiesel nesta segunda-feira, dia 12, no Parque Agroindustrial de Paraíso. A solenidade será realizada às 15 horas, com a presença do governador Marcelo Miranda, de secretários de Estados e de outras autoridades locais e regionais. A indústria vai produzir biodiesel e terá como principal matéria-prima o pinhão manso, com previsão inicial de processamento de 8 milhões de litros, conforme anuncia o gestor da Biotins, engenheiro eletrônico e empresário Eduardo Bundyra.
Para o secretário de Indústria e Comércio, Eudoro Pedroza, a inauguração é um marco no processo de industrialização do Estado, pois se trata da segunda planta industrial de biodiesel a iniciar suas atividades no Tocantins. a primeira foi a Brasil Ecodiesel, em Porto Nacional. O empreendimento, destaca o secretário, conta com incentivo fiscal do governo, um dos fatores de estímulo ao avanço industrial no Estado.
O grupo (Eduardo Bundyra e o irmão Obeid Binzagr têm 55%
das ações) pretende instalar mais duas unidades, uma em
Araguaína e outra em Alvorada. A meta é chegar logo aos
8 mil hectares plantados com pinhão manso e pelo menos 300 parceiros. Para viabilizar o empreendimento, a Biotins Energia efetuou o plantio
de 2 mil hectares de pinhão manso, na Fazenda Bacaba, no município
de Caseara, onde a área cultivada terá expansão de
mais 2,5 mil hectares. Para garantir o fornecimento da matéria-prima, a empresa está
fazendo contrato de aquisição com agricultores familiares
em assentados rurais, por um período de 10 anos, inserindo esse
segmento no processo produtivo e gerando emprego e renda. O valor inicial da tonelada de sementes a ser pago aos agricultores é
de R$ 300,00. A Biotins também está viabilizando parceria
com pequenos produtores, para plantio em áreas de 5 hectares a
50 hectares. Dentro de três a quatro anos, a Biotins espera chegar
aos 48 mil hectares plantados. Atualmente, são 80 os parceiros em assentamentos de Caseara e
Divinópolis, e novos contratos estão sendo firmados com
agricultores de cinco assentamentos no município de Pium. A estimativa
é beneficiar 3 mil famílias e caca de 3 mil a 4 mil pequenos
produtores. Ao final, espera Eduardo Bundyra, serão mais de 6 mil
pessoas que podem se transformar em pequenos empresários. Para
viabilizar o plantio, a Biotins doou mudas, insumos e garantiu assistência
técnica, em conjunto com o Instituto de Desenvolvimento Rural do
Tocantins (Ruraltins), para os primeiros 50 produtores. Em Caseara, os agricultores pertencem aos assentamentos Araguaia, Caiapó, União e Califórnia, e em Divinópolis, ao assentamento Rio Prata. Existem ainda parceiros (iniciativa própria) do assentamento Manchete, em Marianópolis.
Obeid Binzagr, também acionista majoritário do grupo, diz que o Ministério da Agricultura está buscando solução para o problema da proibição de produção e comercialização de sementes de pinhão manso, condicionadas à prévia inscrição no Registro Nacional de Cultivares (RNC), conforme estabelece a Lei n° 10.711/2003. A idéia é que a planta tenha o RCN, por enquanto como espécie, até que as pesquisas recomendem o registro como cultivar. Planta adaptada
Eduardo Bundyra destacou que a opção pelo pinhão foi definida pelas vantagens econômicas e botânicas, e pela boa adaptação às condições de solo e clima da região. Também porque se trata de cultura permanente, cujo ciclo produtivo começa aos 4 anos após o plantio e vai até os 50 anos. No primeiro ano já há rendimento, de 800 quilos por hectare, passando para 2.500 kg/hectare no segundo e para 4.500 kg/hectares a partir do terceiro ano.
A safra tem duração de seis a sete meses, com colheita
manual a cada Desafios
Apesar do bom desempenho e da expectativa favorável de consumo, já que o País precisa em 1º de janeiro de 2008 de 800 milhões de litros de biodiesel, e do déficit nacional de 6 bilhões de litros de petróleo, Eduardo Bundyra aponta um desafio para a atividade, que é também um problema mundial: obter matéria-prima em sistema ecológico e socialmente correto, conforme as exigências ambientais que vêm se acentuando a cada dia.
Há ainda necessidade de continuidade das pesquisas para permitir
o aproveitamento dos resíduos, já que a torta do pinhão
manso é tóxica. Os estudos buscam soluções para esse problema, de forma que o subproduto posa ser usado como ração animal ou como adubo orgânico., Outro fator que demanda pesquisa é a queima, para evitar emissão de gases tóxicos. É por isso que o empresário também se preocupou com a formação de um grupo técnico para aprofundar esses estudos, necessários ao pleno reconhecimento da atividade.
10/11/2007 11:54:01 Fonte:www. anoticia-to.com.br; |