O presidente do grupo português transmitiu ao governador pernambucano a intenção de iniciar a produção de biodiesel a partir de pinhão-manso

Brasília - O grupo português HLC espera iniciar ainda no primeiro trimestre de 2008 a operação da fábrica que comprou e remodelou em Petrolina, no Estado de Pernambuco. Trata-se de uma unidade com capacidade de produção de 80 mil toneladas de biodiesel por ano. A matéria-prima escolhida foi o pinhão-manso.

 

O presidente da HLC, Horácio Carvalho, reuniu-se em Londres com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na passada quinta-feira, para garantir que o projeto avança. A HLC comprou a antiga fábrica da Inove, com um investimento de R$ 20 milhões, e adquiriu um terminal marítimo em Muquém, na Bahia. Biodiesel do Vale do São Francisco (Biovasf) é o nome da empresa que irá operar a partir de Petrolina.

 

"Eu acho que o estado tem total condições para a produção do pinhão-manso, um óleo que, por não ser alimentar, será todo aproveitado como matriz energética. Além disso, a rentabilidade de 6 mil toneladas por hectare seduz qualquer produtor", explicou Horácio Carvalho.

 

Eduardo Campos afirmou que a retomada das operações da Biovasf, que estava parada há quase dois anos, consolida Pernambuco como pólo produtor de energia e que a planta será a integração da Refinaria Abreu e Lima com a região do semi-árido pernambucano.

 

"O resgate dessa fábrica significa ajudar o esforço brasileiro de avançar em direção ao programa do biodiesel. Tenho certeza que a Biovasf vai se integrar com a nossa refinaria e também dar um novo gás na agricultura familiar tanto do pinhão, como de outras matrizes como a mamona, na região", afirmou o governador.

 

O grupo HLC ainda prevê a instalação de uma unidade para amassamento de mamona com capacidade de 25 mil toneladas ano.

 

Este não é o único investimento português que Pernambuco procura. Eduardo Campos também promoveu uma reunião com o grupo Vila Galé, mas em Portugal e com a Funcef. A Funcef procura um novo operador para seu resort no Cabo de Santo Agostinho e o grupo Vila Galé manifestou interesse em ter uma unidade na cidade que pode ser construída ou adquirida.

 

Fonte: Portugal Digital (WWW.portugaldigital.com.br )